A CET-Rio participou do Fórum do Maio Amarelo “Mobilidade em transformação: inovação, convivência e segurança no trânsito”, que reuniu especialistas em planejamento viário e mobilidade urbana, além de profissionais de saúde, na manhã desta quinta-feira (07/05), no auditório do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into). “No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas” é o tema da campanha do Maio Amarelo de 2026, que promoverá diversas ações educativas de conscientização e de prevenção de acidentes de trânsito na cidade.

Diretor Técnico da CET-Rio, o arquiteto André Moura participou da mesa de abertura do fórum, destacando a importância da interface com outros órgãos públicos no debate e na reflexão para a redução das mortes no trânsito.
“É importante a gente parar, refletir, debater e discutir o tema entre todos os órgãos públicos que estão aqui presentes e a sociedade civil. O Caminho da Escola é sempre um programa muito elogiado, que o time da Educação para o Trânsito da CET-Rio faz com muito empenho no dia a dia, mas a CET-Rio implementa também diversas outras ações importantes e se preocupa o tempo inteiro para a redução de sinistros e com todo o planejamento e segurança viária”, disse.
Representante da CET-Rio na Comissão Permanente de Segurança Viária, o engenheiro Eloir Faria abordou os principais desafios relacionados à segurança viária dos motociclistas, especialmente os profissionais de aplicativos e entregas, que se expõem a riscos devido à necessidade imediata de renda e à falta de perspectiva de longo prazo.
“A Prefeitura criou o Rio Duas Rodas, um programa de monitoramento de direção segura de condutores voltado para empresas de aplicativo de entrega e transporte de passageiros por motocicleta. Além disso, as empresas firmaram acordo de cooperação técnica com a CET-Rio, que envolve de troca de informações e dados sobre sinistros que acontecem na cidade. Com esses dados podemos ajustar as nossas políticas de segurança viária, de fiscalização e de educação para o trânsito”, explicou.
Além do acordo com foco na direção segura dos motociclistas, a parceria também viabilizou a criação de pontos de apoio para esses profissionais, com a instalação da primeira Parada inaugurada pela 99 em Botafogo, em outubro de 2025. O espaço gratuito dispõe de estrutura completa para descanso para motociclistas, com sanitários, microondas, estacionamento, calibragem de pneus e recarga de celulares.
As motofaixas também entraram na pauta. A Prefeitura vai ampliar o projeto e implantar cerca de 200 km de motofaixas até 2028, incluindo corredores importantes como Avenida das Américas, Linha Vermelha e região do Fundão, com sistemas de fiscalização e monitoramento.
O debate foi mediado pelo engenheiro Fernando Pfitscher, que também integra a Comissão Permanente de Segurança Viária, e contou com a participação de representantes do Into, Detran-RJ, Rio Ônibus, Coppe-UFRJ e da Rádio Band News.
Antes da mesa redonda, o painel “Escolhas em movimento. Fatores que influenciam o uso de motocicletas nas cidades” foi apresentado por professoras do Programa de Engenharia de Transportes (PET) da Coppe/UFRJ. O estudo analisou a percepção de risco e as condições urbanas que moldam a decisão de permanecer utilizando motocicletas.










