Antes de implementar mudanças nas vias da cidade, técnicos da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET-Rio) analisam e testam soluções utilizando simuladores, uma tecnologia de baixo custo e com ampla funcionalidade que vem auxiliando no planejamento do trânsito no Rio de Janeiro. O resultado tem garantido aos gestores municipais mais precisão na tomada de decisões para os problemas enfrentados no dia a dia da cidade.
“A simulação de tráfego é uma ferramenta muito importante porque permite analisar, previamente, os possíveis cenários urbanos do sistema viário antes de implementá-lo e com um grau de precisão adequada para a aprovação ou não de projetos”, afirma o presidente da CET-Rio, Luiz Eduardo Oliveira.
Na busca por soluções efetivas, os projetistas recorrem a simuladores para estudar alternativas de melhorias na fluidez e na segurança no trânsito. Os estudos técnicos são feitos por meio de microsimuladores, para analisar pequenos projetos viários, como cruzamentos e rotatórias; e com macrosimuladores, que são utilizados em grandes projetos.
Coordenador de projetos da CET-Rio, Alexandre Sansão explica que existem propostas bem-sucedidas que só foram encorajadas por causa do uso das ferramentas de simulação.
“A ferramenta de simulação, da mesma forma que ela pode encorajar um projeto, ela pode desencorajar esse projeto se demonstrar que os resultados não vão ser bons ou não vão ser bons o suficiente para resolver o problema viário”, explica o gerente de projetos da CET-Rio, Alexandre Sansão.
Os estudos levam em conta diversos fatores, tais como: o crescimento do uso de novos modais de transporte, como transporte individual por aplicativos e, dependendo do caso, até mesmo as bicicletas elétricas, ciclomotores e autopropelidos; os problemas gerais de circulação, como carga e descarga, embarques e desembarques; o uso do transporte público; presença de pedestres, os geradores de fluxo da região, como comércios e escolas; conflitos de trânsito, sinalização da via, dados geométricos, além de tempos semafóricos, entre outros.
Rotatória da Gávea
Inaugurada em março deste ano, a rotatória da Gávea, na Zona Sul do Rio, passou pelo processo de simulação antes de ser implementada na interseção de três importantes vias do bairro: ruas Marquês de São Vicente, Vice-Governador Rubens Berardo e Embaixador Carlos Taylor. Com vários comércios, shopping e escolas, a região sofria com um congestionamento intenso, conflitos entre veículos e pedestres e o elevado risco de acidentes. Após a implantação da rotatória houve significativa melhora no desempenho e na segurança do tráfego.
O estudo técnico da CET-Rio utilizou dados geométricos, contagens de tráfego e da programação semafórica na simulação. A ferramenta de simulação foi importante para a definição da configuração geométrica, com a formação de diferentes cenários, números de faixas de tráfego na rotatória e na posição das travessias de pedestres.
“A solução adotada proporcionou melhorias significativas na segurança dos movimentos de pedestres e veículos, reduzindo muito a probabilidade de ocorrência de acidentes. Houve reduções nos tempos de viagem, de espera, de consumo de combustível e de emissão de gases nocivos ao meio ambiente. Uma melhora dos indicadores de eficiência dos veículos que percorrem a interseção”, explica o engenheiro de transportes Rodolpho Barbosa Moreira.










